Designação: Fragmento de lápide funerária
Tradução: “Em nome de Deus, o [Clemente, o Misericordioso.] Este é o sepulcro de […] Ibn Khãlis […] Muhammad Ibn al-[…]”
Cronologia: Séc. XI-XII
Localização: Museu de Mértola – Núcleo Islâmico
Bibliografia:
MACIAS, Santiago (2005) - Mértola : o último porto do Mediterrâneo. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, vol 3, pp.46.
Designação: Fragmento de sigillata
Descrição: Fragmento de sigillata tardia, com fundo plano.
Decoração: Estampilha de uma ave (pomba – Hayes “Style” E).
Cronologia: Séc. VI
Procedência: Basílica Paleocristão
Localização: Museu de Mértola – Núcleo da Basílica Paleocristã
Bibliografia:
Torres, C; Macias, S., (Coord.) (1993): Museu de Mértola - Basílica Paleocristã. Mértola, Campo Arqueológico de Mértola, p.86.
Designação: Fragmento de Lintel
Descrição: Inscrição de provável cronológico almóada, possivelmente originária da mesquita da cidade. Inclui um fragmento do versículo 27 da sura XXXVI.
Tradução: “ E não enviámos [quaisquer exércitos] contra o seu povo depois dele (…)”
Cronologia: Segunda metade do Século XII
Procedência: Encontrada por Estácio da Veiga nos muros da Torre de Menagem do castelo.
Localização: Museu de Mértola
Retirado de:
MACIAS, Santiago (2005) - Mértola : o último porto do Mediterrâneo. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, vol 3, pp.48.
Designação: Telha com grafito
Descrição: Telha quase completa executada com pasta avermelhada, com face exterior bem alisada e a interior muito irregular. No exterior foram desenhadas com o barro ainda fresco 3 linhas incisas que atravessam a telha em toda a sua largura um traço curvo que atravessa o centro da peça no seu comprimento. Num dos laterais encontram-se seis traços mais pequenos e uma palavra escrita em árabe.
Cronologia: Século XII
Dimensões: Altura: 72mm; Largura: 200mm; Comprimento: 72mm
Procedência: Alcaria Longa
Localização: Museu de Mértola
Retirado de:
GÓMEZ MARTÍNEZ, Susana (coord.) (2011) - Os signos do quotidiano: gestos, marcas e símbolos no Al - Ândalus. Mértola: Campo Arqueológico, p.53.
Designação: Nozes de besta.
Descrição: Nozes de besta em osso, com forma cilíndrica, secção horizontal circular, furo central circular e uma ranhura quadrangular mais ou menos a meio.
Função: Esta peça aloja-se dentro da besta para actuar como disparador.
Cronologia: Séc XI/XII
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola
Localização: Museu de Mértola - Núcleo Islâmico
Retirado de:
TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) (2003): Museu de Mértola: arte islâmica. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, pp.172.
Designação: Epitáfio de Fistellus.
Transcrição: Jarro com palmeta, cruz inclusa numa coroa circular e jarro com palmeta.
Fistellus (hedera) V (IR) (hedera) HON (ES) T (US) (hedera) VIXIT(hedera) NA(NOS) (hedera) LXX(hedera) REQ (U) IEVIT (hedera) IN PACE(hedera) D(IE) (hedera) VIII (hedera) KAL(ENDAS) (hedera) DECEMB(RES) (hedera) ERA XLVIII (CRUZ)
O que em Português quer dizer: Fistelo, homem de condição social superior, viveu 70 anos, descansou em paz no 8º dia das calendas de Dezembro da era de 548 (o que no nosso calendário corresponde ao dia 24 de Novembro do ano de 510).
Procedência: Basílica Paleocristã
Localização: Museu de Mértola - Basílica Paleocristã
Retirado de:
Torres, C; Macias, S., (Coord.) (1993): Museu de Mértola - Basílica Paleocristã. Mértola, Campo Arqueológico de Mértola, p.117.
Designação: Brincos
Descrição: Brincos em bronze de forma simples, apresentando um aro aberto, com uma das extremidades mais grossa e decorada, e a outra pontiaguda, que encaixa na primeira.
Decoração: Uma das extremidades mais grossa e decorada
Cronologia: V a VII
Procedência: Sepultura 10 - Mosteiro
Localização: Mosteiro - Monte Mosteiro
Retirado de:
LOPES, Virgílio [et al.] (2011): O mosteiro do Monte Mosteiro. Mértola: Câmara Municipal, p.17.
Designação: Lucerna
Descrição: Lucerna de canal que possui um orifício de alimentação ao centro do disco. Asa circular em fita com uma pequena canelura central. Fundo plano e pasta branca de textura compacta.
Decoração: O disco está preenchido com uma rosácea de dezasseis pétalas. No fundo possui dois círculos concêntricos com a marca de oleiro AC(…) no interior. No orifício de alimentação encontra-se um arame de ferro próprio dos rituais funerários romanos.
Cronologia: Finais do século I – século II d.C
Procedência: Necrópole romana da Encosta do Rossio do Carmo
Localização: Museu de Mértola - Basílica Paleocristã
Retirado de:
Torres, C; Macias, S., (Coord.) (1993): Museu de Mértola - Basílica Paleocristã. Mértola, Campo Arqueológico de Mértola, p.83.
Designação: Insígnia representando Cavalo e Cavaleiro
Descrição: Placa em bronze trabalhado, representando Cavalo e Cavaleiro, provavelmente utilizada como insígnia ou amuleto.
Matéria: Bronze
Cronologia: Século XII
Procedência: Hospedaria Beira Rio - Mértola
Localização: Museu de Mértola
Peça integrante da Exposição “Os Signos do Quotidiano – Gestos, Marcas e Símbolos no al- Ândalus”, patente até Setembro de 2011, na Galeria de Exposições da Sede do Campo Arqueológico de Mértola – Casa Amarela.
Designação: Imponente estátua acéfala de um togado, datável do século I d.C.
Descrição: Estátua masculina em mármore à moda imperial do século I d.C.
Falta-lhe a cabeça, o braço direito, o pulso e a mão esquerda. Como é habitual nas estátuas togadas, o braço esquerdo - o único conservado - dobra-se e dirige-se para a frente segurando os compridos panejamentos da toga. Esta peça faria parte integrante de um programa iconográfico estatuário juntamente com as restantes de que falam André de Resende e Amador Arrais no século XVI. Este tipo de escultura de vulto inteiro presta, muitas vezes, alguma dependência em relação à arquitectura, estando prevista a sua colocação para um nicho, ficando por isso com uma parede pelas costas.
Matéria: Mármore
Cronologia: Época Romana, séc. I d.C.
Procedência: Encontrada em Mértola no séc. XVI.
Localização: Museu de Mértola – Núcleo Romano
Webgrafia:
Designação: Prato em bronze.
Descrição: Prato de bronze, com decoração cinzelada, em que vários registos concêntricos caligráficos ou com decoração geométrica cingem um medalhão central onde duas corças afrontadas entrelaçam os pescoços. O prato pode ser de origem oriental embora a escrita seja atribuída a um atelier almóada.
Matéria: Bronze
Cronologia: primeira metade do séc. XII.
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola
Localização: Museu de Mértola – Núcleo Islâmico
Retirado de: TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) (2003): Museu de Mértola: arte islâmica. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, pp.170.
Nota: A decoração deste prato é o Símbolo do VI Festival Islâmico de Mértola - 2011
Designação:Anel.
Descrição: Anel de prata com um fragmento de vidro (pedra de vidro) encastoado numa forma quadrangular também de prata. Nota-se ainda numa da suas laterais um grampo que segura a pedra de anel de tonalidade alaranjada.
Matéria: Prata e pedra alaranjada.
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola.
Cronologia: Séc. XII
Localização: Museu de Mértola.
Retirado de: TORRES, Cláudio [et al.] (1989): Mértola: vila museu, 3ª ed., Mértola: Câmara Municipal: Campo Arqueológico de Mértola: Associação de Defesa do Património de Mértola, p52.
Designação:Tabuleiro de Jogo de “ric-rac”.
Descrição: Tabuleiro de Jogo gravado numa laje de xisto. Da gravação só estão parcialmente perceptíveis três rectângulos interligados por uma linha, uma vez que parte da sua superfície se apresenta danificada.
Matéria: Laje de xisto.
Procedência: Ermida da Achada de S. Sebastião.
Localização: Museu de Mértola – Ermida da Achada de S. Sebastião.
Dimensões: Comp: 28cm; largura: 25 cm; espessura: 7 cm.
Retirado de: LOPES, Virgílio; BOIÇA, Joaquim (Coord) (1999): “Museu de Mértola - A Necrópole da Achada de S. Sebastião”, Mértola, Campo Arqueológico de Mértola e Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, p.179.
Designação: Copo
Descrição: Copo de paredes finas cuja forma foi obtida através do estrangulamento na zona do pé; o fundo é circular, cónico e o bordo é recto, arredondado na extremidade.
Matéria: Vidro amarelo-acastanhado.
Técnica: Executado a sopro dentro de molde fechado; decoração em relevo – nervuras que se desenvolvem do pé para o bordo, por vezes formando espirais.
Procedência: Castelo de Mértola (1996).
Localização: Museu de Mértola – Arte Islâmica.
Cronologia: Séc. XI.
Retirado de: RAFAEL, Lígia; PALMA, Maria de Fátima (2010): «Os Vidros Islâmicos de Mértola (Séc. XI-XIII): Técnicas decorativas», in Arqueologia Medieval nº11, Campo Arqueológico de Mértola, Mértola, pp.69-77.
Designação: Placa com inscrição
Procedência: Encosta do Castelo de Mértola
Localização: Museu de Mértola/Museu de arte Islâmica
Descrição: Placa rectangular, com as duas superfícies polidas onde foi delineada por pequenos sulcos uma inscrição. A inscrição corresponde a uma sequência de letras árabes que se repetem cinco vezes, pintadas a preto, e que tem como tradução “para ele”. Estas placas eram utilizadas como revestimento de pequenas caixas ou arquetas decoradas com aplicações de metal.
Dimensões: Comp.61mm, largura: 17mm.
Cronologia: Séc. XI/primeira metade do século XII.
Retirado de: TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) (2003): Museu de Mértola: arte islâmica. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, pp.173.
Designação: Cancela
Procedência: Mértola
Localização: Museu de Mértola. Museu de Arte Islâmica
Descrição: Cancela em mármore cinzento de grão médio. Parcialmente destruída para adaptação a uma ombreira quinhentista. A face da cancela virada para os fiéis estava preenchida por um tapete de círculos secantes, cujo centro é marcado por botões em relevo com dois círculos concêntricos. Em relevo destacam-se os quadrifólios recortados. Uma ranhura lateral permitiria o encaixe do pilastrim, separador da cancela.
Dimensões: Alt.54cm, largura máxima: 48cm, largura mínima: 12cm.
Cronologia: Século VII
Retirado de: TORRES, Cláudio [et al.] (1991) Museu de Mértola: núcleo do castelo: catálogo; Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, p.43.
Designação: Tigela com cena de caça (peça símbolo do Campo Arqueológico de Mértola)
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola. Criptopórtico
Localização: Museu de Mértola. Museu de Arte Islâmica
Descrição: Grande tigela de bordo em aba plana, corpo semi-esférico e base convexa com pé anelar alto. O exterior apresenta um revestimento vidrado quase transparente e caneluras. No interior encontra-se representada, em verde e manganês, uma cena de caça na qual um galgo e um falcão atacam em simultâneo uma gazela.
Pertence a uma série de tigelas com idêntica forma, técnica e estilo decorativo que se encontra espalhada por vários pontos do Mediterrâneo Ocidental (Cartagena, Denia, Mallorca, Pisa e Kairowan). A maior parte dos estudos apontam esta última cidade tunisina como local de origem, embora investigações recentes baseadas em análises de pastas não excluam a sua produção na Península Ibérica.
Dimensões: Alt. 135mm, diâmetro.392mm
Cronologia: Segunda metade do séc. XI
Retirado de: TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) (2003): Museu de Mértola: arte islâmica. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, pp.109.
Designação: Imposta
Procedência: Mértola
Localização: Museu de Mértola/Núcleo do Castelo
Descrição: Imposta incompleta em mármore branco de grão médio. Nas três faces possui o mesmo friso de círculos tangentes, cujo centro é marcado por botões em relevo. Quadrifólios intercalados ritmam o conjunto.
Dimensões: Alt. 16cm, larg. max.: 58cm, larg. min.: 27cm
Cronologia: Século VII
Retirado de: TORRES, Cláudio [et al.] (1991) Museu de Mértola: núcleo do castelo: catálogo; Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, p.49.
Designação: Ferragem de Arqueta
Procedência: Mértola
Localização: Museu de Mértola. Museu de Arte Islâmica
Descrição: Ferragem de arqueta quadrangular, com decoração fitomórfica: duas flores com pétalas esmaltadas a azul claro, branco e vermelho acastanhado. Estas peças serviam para decorar pequenas caixas ou arquetas revestidas a placas de osso.
Dimensões: Alt. 37mm, larg.16mm
Cronologia: Finais do séc. XI/primeira metade do séc. XII
Retirado de: TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) (2003): Museu de Mértola: arte islâmica. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, pp.176.
Designação: Pucarinho
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola. Criptopórtico.
Localização: Museu de Mértola. Museu de Arte Islâmica
Descrição: Pucarinho com o bordo vertical arredondado, colo cilíndrico e corpo globular. Não se conserva a base. Uma única asa vertical de secção circular unia o bordo ao corpo. A pasta é branca com elementos não plásticos de xisto de tamanho médio. A decoração da peça é composta por três linhas horizontais de pontos de vidrado esverdeado de chumbo.
As reduzidas dimensões e capacidade desta peça permitem classificá-la como um objecto de uso lúdico ou simbólico, possivelmente um brinquedo.
Dimensões: Alt. 74mm, larg.77mm
Cronologia: 2º metade do séc. XII/primeira metade do séc.XIII
Retirado de: GOMEZ MARTINEZ, Susana; DÉLÈRY, Claire (2002): Museu de Mértola: Cerâmica em corda seca de Mértola. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, pp.91.
Designação: Lápide Funerária de Abu Bakr Yaḥyã ‘Abd Allâh Ibn al - Huwãrī
Procedência: Pertenceu à colecção de Estácio da veiga, que a encontrou em 1877 encravada “no revestimento do lado nordeste” da torre do Castelo de Mértola.
Localização: Museu de Mértola. Museu de Arte Islâmica
Descrição: Lápide rectangular, ligeiramente mais larga na parte superior, quase totalmente preenchida pelo campo epigráfico com treze linhas, em relevo, num cursivo compacto e sem diacríticos, numa paginação pouco cuidada e muito irregular.
Dimensões: 445x260x70mm
Cronologia: 598 H./1202 d.C
Retirado de: TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) (2003): Museu de Mértola: arte islâmica: guia do museu. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, pp.184.
Designação: S. João Batista
Procedência: Igreja da Misericórdia de Mértola
Localização: Museu de Arte Sacra
Descrição: S. João Batista, segurando entre as mãos um disco circular com o Cordeiro Divino. Apresenta a cabeça ligeiramente inclinada para o lado esquerdo, com forte cabeleira caindo sobre as costas e ombros. Veste túnica comprida de tom alaranjado, que deixa a descoberto o seu pé direito, descalço. Sobre as costas, repousa um manto de cor azul, com ponta cruzada ao nível da cintura e preso no ombro esquerdo. A imagem assenta em base de tipo “bolacha”, semicircular.
Dimensões: Alt. 102cm
Cronologia: Século XVI (2ª metade)
Retirado de: BOIÇA, Joaquim Manuel Ferreira (Coord.) (2001): Museu de Mértola - Porta da Ribeira. Arte Sacra. Mértola, Campo Arqueológico de Mértola, p.180.
Designação: Brinco em ouro
Procedência: Sepultura nº163 A (junto à terceira vértebra) - Basílica Paleocristã
Localização: Museu de Mértola. Basílica Paleocristã
Descrição: Brinco em ouro com as extremidades sobrepostas e mais finas, aumentando a espessura até à parte central. Secção circular. O sistema de fecho é feito pela junção das extremidades.
Dimensões: Diâmetro: 11mm-, espessura máxima 2mm
Cronologia: Séculos VI-VII
Retirado de: Torres, C; Macias, S., (Coord.) (1993): Museu de Mértola - Basílica Paleocristã. Mértola, Campo Arqueológico de Mértola, p.72.
Designação: Bilha com motivo fitomórficos em corda seca total
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola. Criptopórtico
Localização: Museu de Mértola. Museu de Arte Islâmica
Descrição: Pequena bilha que assenta sobre uma base anelar. O corpo é globular e só tem uma asa, que não se conserva, acontecendo o mesmo com o gargalo e o bordo. O interior está coberto com um vidrado melado-esverdeado e tem, no exterior, uma decoração de corda seca total em tons verde, melado e branco. O motivo decorativo principal consiste em oito flores de loto formadas por duas palmetas contrapostas.
Paralelos: Almería
Dimensões: Alt. 111mm., diâmetro. 135mm
Cronologia: Século XII
Retirado de: GÓMEZ MARTÍNEZ, Susana; DELERY, Claire (2002): A cerâmica em corda seca de Mértola. Mértola, Campo Arqueológico de Mértola, pp. 68.
Designação: Caçoila
Procedência: Encosta do Castelo de Mértola
Localização: Museu de Mértola. Museu de Arte Islâmica
Descrição: Recipiente aberto de bordo extrovertido com um pequeníssimo bico para verter o conteúdo, corpo cilíndrico curvo com duas asas horizontais coladas à parede e com base convexa. Apresenta um vidrado melado espesso.
Dimensões: Alt. 82mm., larg. 235mm
Cronologia: Segunda metade do século XII/primeira metade do séc. XIII
Retirado de: TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) (2003): Museu de Mértola: arte islâmica: guia do museu. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, pp.154.
Designação: Fivela de bronze
Procedência: Basílica Paleocristã
Localização: Museu de Mértola. Basílica Paleocristã
Descrição: Fivela de bronze de placa rija, liriforme. Encontra-se incompleta, faltando-lhe a argola e o fuzilhão. Possui um motivo zoomórfico que ocupa a parte central, que está ladeada por pequenas ranhuras feitas com lima.
Dimensões: comp. 4,2 cm; larg. 2,1cm; Esp. 0,9cm
Cronologia: Século VII
Retirado de: Torres, C; Macias, S., (Coord.) (1993): Museu de Mértola - Basílica Paleocristã. Mértola, Campo Arqueológico de Mértola, p.70.
Designação: Tigela com representação de ave em corda seca total
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola. Criptopórtico.
Localização: Museu de Mértola. Museu de Arte Islâmica
Descrição: Tigela de bordo arredondado, bojo troncocónico carenado e base convexa com pé anelar alto. O interior da peça apresenta uma decoração em corda seca total em branco, verde turquesa e melado. O motivo central, que representa um pássaro, encontra-se rodeado por um friso vegetalista de folhas e palmetas contrapostas. No século XII encontramos na cerâmica uma renovação na representação das aves, as quais perdem elementos diferenciadores.
Cronologia: Século XII
Retirado de: TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) (2003): Museu de Mértola: arte islâmica: guia do museu. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, pp.128.
Designação: Panela
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola
Localização: Museu de Mértola
Descrição: Panela de bordo introvertido arredondado, corpo globular canelado e base convexa com duas asas verticais de secção oval com uma nervura central. Encontra-se completamente revestida de vidro espesso de chumbo de cor de mel.
Cronologia: Segunda metade séc. XII, inícios séc. XIII.
Dimensões: 7,3 x 11 cm
Retirado de: EUSÉBIO, Maria de Fátima; SOALHEIRO, João (coord. científica) - Arte, poder e religião nos tempos medievais: a identidade de Portugal em construção. Catálogo da exposição realizada no Museu Grão Vasco, entre 14 de Agosto e 14 de Novembro de 2009. Viseu: Câmara Municipal de Viseu, 2009, p.112.
Designação: Imposta
Descrição: As três faces decoradas ostentam um friso de losangos em que se inscrevem pequenos círculos do botão central. Folhas de hera apertam-se e moldam-se aos espaços remanescentes.
Cronologia: Séculos VII/VIII
Material: Mármore branco de grão médio
Dimensões: Altura: 17cm; Largura máxima: 40cm; Largura mínima: 36cm.
Proveniência: Igreja Matriz de Mértola
Localização: Museu de Mértola/Núcleo do Castelo
Retirado de: TORRES, Claúdio [et al.] 1991- Museu de Mértola : núcleo do castelo : catálogo; Mértola: Campo Arqueológico de Mértola.
Designação: Candil
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola
Localização: Museu Islâmico de Mértola
Cronologia: Finais do séc. XII/primeiro quartel do séc. XIII
Descrição: Candil de bronze formado por uma câmara globular que termina num bocal troncocónico. Asa semicircular que parte do bordo e termina na base tendo na parte superior um apêndice em flor de lótus estilizada e a base é circular, plana.
Dimensões: Alt. 55mm; comp. 115mm; larg. 40mm
Bibliografia: TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) - Museu de Mértola : arte islâmica: guia do museu. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, 2003.
Designação: Epitáfio de Hilarinus
Transcrição:
HILARINUS
FAM(U)L(US) DEI
VIXIT AN (NO)
UNO M(ENSIBUS) V
D(IEBUS) V REQ(U)I-
EVIT IN PA-
CE D(IE) NONAS
IUNIAS ERA
O que em Português quer dizer: Hilariano, servidor de Deus, viveu um ano, 5 meses e 5 dias; repousou em paz no dia das nonas de Junho da era de 604 (o que no nosso calendário corresponde ao dia 5 de Junho do ano de 566.
Localização: Museu de Mértola/Basílica Paleocristã.
Cronologia: Século VI.
Material: Mármore branco e cinzento.
Retirado de: Torres, C; Macias, S., (Coord.) (1993) – Museu de Mértola - Basílica Paleocristã. Mértola, Campo Arqueológico de Mértola.
Designação: Torre de Roca
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola
Localização: Museu Islâmico de Mértola.
Cronologia: Séc. XI/primeira metade do séc. XII.
Descrição: Torre de Roca em osso trabalhado, cilíndrica, com secção horizontal superior circular e secção inferior quadrangular. Este exemplar apresenta elaboradas decorações incisas agrupadas por círculos e orientados em linhas ou em conjuntos. Este objecto corresponde às torres de roca, parte mais decorada destes utensílios, importantíssimos na actividade da fiação artesanal.
Bibliografia: TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) - Museu de Mértola: arte islâmica: guia do museu. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, 2003.
Designação: Fragmento de gargalo com decoração aplicada
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola (1992)
Localização: Depósito CAM – VD-DV7.107.
Dimensões: larg. max. 23 mm; alt. max. 23 mm; peso 1,41 gr.
Cronologia: Séc. XII/XIII.
Matéria: Vidro verde com decoração aplicada de tom azul-turquesa.
Técnica: Executado a sopro com decoração em relevo – linhas paralelas de pasta vítrea azul-turquesa aplicadas à base de vidro.
Estado de conservação: Bom
Bibliografia: RAFAEL, Lígia; PALMA, Maria de Fátima (2007), «Os Vidros Islâmicos de Mértola (Séc. XI-XIII): Técnicas decorativas», in Arqueologia Medieval nº11, Campo Arqueológico de Mértola, Mértola (No Prelo).
Designação: Medalha em ouro
Procedência: Necrópole da Ermida da Achada de São Sebastião - Mértola
Localização: Núcleo Museológico da Ermida de São Sebastião
Cronologia: Séc. IV-V d.C
Descrição: Pequena medalha em ouro composta por um crismon (monograma dos inícios do cristianismos que corresponde às iniciais gregas das palavras Jesus Cristo). No braço horizontal da cruz estão representados o alfa e o ómega, significado que Cristo é o começo e o fim da evolução criadora. Na parte superior da medalha encontra-se uma argola que estabelece a ligação com os três elos entrelaçados da corrente também do mesmo metal.
A peça provém do interior de uma sepultura de criança/jovem.
Dimensões: Peso: 1,5gramas; diâmetro Max. 18mm
Bibliografia: LOPES, Virgílio; BOIÇA, Joaquim (1999): “Museu de Mértola - A Necrópole da Achada de S. Sebastião”, Mértola, Campo Arqueológico de Mértola e Escola Profissional Bento de Jesus Caraça.
Designação: Fogareiro decorado com arcos de ferradura
Procedência: Encosta do Castelo de Mértola.
Localização: Museu Islâmico de Mértola.
Cronologia: Séc. XII
Descrição: Fogareiro de estrutura complexa composta por uma câmara superior (ou câmara de fogo) da qual apenas se conserva uma pequena parte, uma grelha convexa com perfurações circulares, com abundantes marcas de fogo, e uma câmara inferior (ou cinzeiro) de forma troncocónica com duas perfurações frontais em forma de portas maineladas ou geminadas com os respectivos arcos de ferradura com enquadramento inciso. Para além do tratamento estético aplicado às aberturas do cinzeiro, a peça foi ricamente decorada com um cordão digitado no ponto de contacto das duas câmaras e com estampilhado de losangos na parede inferior.
Os temas arquitectónicos representam um importante elemento da renovação iconográfica do período dos impérios africanos no Ândalus.
Estado de conservação: Fragmentos dos quais se realizou restauro e reconstrução.
Dimensões: alt. 159 mm., diâmetro Max. 195mm
Bibliografia: TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) - Museu de Mértola : arte islâmica: guia do museu. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, 2003.
Designação: Grande Alguidar de Corda Seca parcial
Procedência: Encosta do Castelo de Mértola.
Localização: Museu de Mértola – Arte Islâmica.
Cronologia: Séc. XII
Descrição: Grande vasilha de base plana e corpo cilíndrico. Desconhece-se a forma da sua parte superior deste objecto que foi decorado no exterior com a técnica de “corda seca total”, em tons de branco, verde e melado. No interior foi coberto com um vidrado melado. O motivo decorativo consiste numa banda de palmetas contrapostas. Quanto à funcionalidade parece ser um alguidar devido às suas dimensões, no entanto poderão existir outras interpretações.
Dimensões: alt. 210 mm., diâmetro Max. 620mm.
Estado de conservação: Fragmentos dos quais se realizou restauro e reconstrução.
Bibliografia: TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) - Museu de Mértola : arte islâmica: guia do museu. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, 2003.
Designação: S. Sebastião
Procedência: Igreja Paroquial de S. Pedro de Sólis
Localização: Museu de Mértola – Porta da Ribeira – Arte Sacra
Cronologia: Séc. XVI (2ª metade)
Matéria: Terracota policromada
Descrição: S. Sebastião de encontro ao tronco da árvore do martírio, conservando-se da imagem primitiva apenas a parte superior (cabeça, tronco e braços). Tem os braços posicionados atrás das costas, com as mãos cruzadas e atadas ao estreito tronco da árvore, justaposto á figura do santo. Apresenta rosto de expressão serena, olhos globulares e cabelo ressaltado, de corte arredondado. No tronco encontram-se marcadas três das sete tradicionais feridas do martírio.
Dimensões: alt. 42 cm
Estado de conservação: Terracota e policromia em estado razoável. Falta a metade inferior da imagem.
Bibliografia: BOIÇA, Joaquim Manuel Ferreira (coord.) - Museu de Mértola: Porta da Ribeira. Arte Sacra. Mértola, Campo Arqueológico de Mértola, D. L. 2001, p.186.
Designação: Talha estampilhada e vidrada
Procedência: Alcáçova do Castelo de Mértola
Localização: Museu de Mértola – Arte Islâmica.
Cronologia: Segunda metade do séc. XII/ primeira do séc. XIII
Descrição: Talha destinada a conter água. Apresenta-se fragmentada no bordo, possui colo cilíndrico, bojo globular com duas asas verticais triangulares com faces planas e base plana. Foi parcialmente revestida com uma camada de vidrado verde exterior. A decoração consiste numa sequência de mãos de Fátima estampilhadas realizadas com pequenos carimbos no barro quando ainda estava fresco. Possui suporte de talha que servia para lhe dar estabilidade. Mas, sobretudo, servia para recolher a água que repassava e escoria pelas paredes da talha e que era vertida, através do bico numa outra vasilha para, assim, se aproveitar ao máximo este líquido.
Dimensões: Alt.máx.70cm; Larg. Max. 53cm.
Decoração: Registos horizontais estampilhados exibem sob vidrado verde os seguintes motivos: mão de Fátima, elementos vegetais e estrelas de oito pontas.
A figura da mão de Fátima apresenta-se com os cinco dedos abertos, cada um deles associado ao simbolismo de um dos cinco Pilares do Islão - fé, oração, jejum, caridade e peregrinação - ou seja as práticas rituais obrigatórias e que identificam o muçulmano.
Nestes e noutros suportes, para além da função de amuleto e talismã, serve, também para atrair a protecção espiritual.
Este “talismã” foi denominado Fátima em honra à filha do profeta Maomé.
Bibliografia:
KHAWLÎ, Abdallah; “Introdução ao estudo das vasilhas de armazenamento da Mértola islâmica”, Arqueologia Medieval 2, Mértola / Porto, CAM / Afrontamento, 1993,
pp. 63-78, pp. 68-69.
IDEM, “A Mão de Fátima e a sua representação na arte hispano-muçulmana. Cerâmica Estampilhada de Mértola”, Actas do Encontro ‘Arqueologia en el entorno del Bajo Guadiana’, Universidade de Huelva,
1994, pp. 605-618.
MAÇARICO, Luís; “A função antropológica da aldraba: da origem simbólica à morte funcional”, Arqueologia Medieval 8, Mértola / Porto, CAM /Afrontamento, 2003, pp. 301-312.
TORRES, Cláudio; MACIAS, Santiago (coord.) - Museu de Mértola : arte islâmica: guia do museu. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, 2003.
Designação: Epitáfio de Orania
Transcrição:
ORANI-
A P (A)M (U)L (A) DEI VIXIT
ANN(OS) TES REQUIEVIT
IN PACE D (IE) IDUS
NOVEMB(RES) ER-
A LAS
O que em Português quer dizer:
Orania, servidora de Deus, viveu três anos;
Descansou em paz no (primeiro) dia dos idos de Novembro. Da era de 540 e um (o que ao nosso calendário corresponde ao dia 13 de Novembro do ano de 503)
Procedência: Lápide funerária encontrada frente à Ermida de Santo António dos Pescadores no século XIX, pelo Arqueólogo Estácio da Veiga.
Matéria: Mármore
Descrição: Lápide encimada pelo crismon do lado direito e cruz de braços iguais do lado esquerdo. A coroa de folhas contém interiormente o texto.
Estado de conservação: Bom.
Retirado de: Torres, C; Macias, S., (Coord.) (1993) – Museu de Mértola - Basílica Paleocristã. Mértola, Campo Arqueológico de Mértola.
Tipo de objecto – Candil
Cronologia – Almóada (1160-1212)
Técnica de Decoração – Vidrado monocromo
Proveniência – Mértola, Antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Mértola, 2007.